A juventude Principense está a liderar esta mudança social. O grupo de Escuteiros -AESTP/AG4 Príncipe desenhou um programa de apoio aos idosos que ocorreu entre 10 de julho e 22 de dezembro de 2018. A UAM associa-se a este grupo, monitorando e avaliando todas as fases do projecto.
Desenvolveram uma colaboração efectiva no Lar Betânia, apoiando assim o trabalho das Irmãs Eufrosina e Maria. Envolveram a sociedade da ilha no “Cuidar dos Mais Velhos”.
Em África as pessoas idosas desempenham um papel importante nas famílias. Ajudam a cuidar dos mais novos e contribuem financeiramente para o orçamento familiar. Contudo, estes hábitos sociais têm-se vindo a alterar. Gradualmente as famílias têm excluído os idosos da vida familiar e consequentemente aumentam as situações de exclusão social em estes se encontram. As políticas publicas da área social não contemplavam até ao presente, a necessidade de investimentos para colmatarem esta situação, daí a escassez de redes de segurança social que os possa acolher. As prioridades sociais incidem nas politicas que abrangem as outras faixas etárias representativas de índices superiores a 65% da população. Novos dados demográficos demonstram que apesar do número de pessoas com idade superior aos 60 anos rondar actualmente os 50 milhões, estima-se que em 2050 estes serão 200 milhões. Este crescimento demográfico exponencial incidirá sobretudo nas regiões norte e sul do continente.
Na ilha e à semelhança do país, existe um fenómeno cultural que à partida contraria esta ideia pré estabelecida que temos de África. Aqui os idosos vivem em lares, isolados das suas famílias, excluídos socialmente. Segundo alguns estudos este é um fenómeno grave e recorrente no País
A ilha do Príncipe tem cerca de 6000 habitantes. Segundo o relatório demográfico publicado pelo INE/STP(2015), que actualizou os dados do Censo 2012, as projecções demográficas nacionais para o horizonte 2035, indiciam o inicio do crescimento do índice de envelhecimento já na década de 2020. A mesma fonte projecta para o período entre 2025-2035 uma evolução de 4,34% da população idosa. Esta tendência justifica per si, a adopção de políticas e de práticas de cidadania que melhorem a qualidade de vida deste grupo, que resgatem o seu Saber e o Respeito para a vida quotidiana das comunidades onde estão inseridos.
O projeto foi desenvolvido através de ações diretas com trabalho socioeducativo, por meio de atividades lúdicas programadas em conjunto com parcerias, para convivência em grupo com familiares e comunidade.